sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
A Casa do Papai Noel e a Árvore Cantante
Até que enfim o sol deu as caras. Depois de passearmos um pouco, próximo ao Hotel, fomos de táxi para a Aldeia do Papai Noel, que é praticamente defronte ao Mercure, mas o acesso à portaria do Parque Oscar Knorr é distante para se ir a pé. Além do mais a subida é cruel. Aqui se diz que a “a lomba é grande”. Já conhecia esse mundo de sonhos que é a Aldeia. Ali se recria com detalhes incríveis essa história que vem passando de geração em geração. As crianças ficam literalmente enlouquecidas. O carro, as renas ( de verdade), o trenó, os bonecos de neve (e a neve), a casa com todos os apetrechos (roupão de banho, chinelos, objetos de uso pessoal, móveis e enfeites), árvores de Natal acabam por criar um clima de realidade que é sentido por todos que têm o privilégio de por ali passear. Os seculares pinheiros alemães e araucárias e, principalmente, os inúmeros samambaiuçus que formam a mata, dão o toque final na transformação do sonho em realidade. São muitos detalhes para convencer os pequenos....Esses detalhes são tantos que até os adultos acabam acreditando no Bom Velhinho. E não é que ele estava lá, em carne e osso, recebendo as pessoas, desejando Feliz Natal e se prontificando a tirar fotos com crianças e adultos?
Na Rua Coberta tomamos um chope, comemos uma lasanha e passamos o resto da tarde entrando e saindo de lojas, admirando as vitrines e a gente bonita que passeia o dia inteiro pelas ruas da cidade encantada com a educação do povo, com a arquitetura elaborada e com as músicas natalinas que são transmitidas por um excelente sistema de som por todo o centro comercial da cidade de Gramado.
A peça “Arca de Noel” é para crianças de zero a oitenta anos. Divertida, bem encenada e muito engraçada. Foi também uma oportunidade de conhecermos o Palácio dos Festivais onde acontece o Festival de Gramado, desde 1973, com a entrega do Kikito de Ouro aos vencedores.
A Árvore Cantante foi outro presente. Os pequenos cantores da Catedral de Novo Hamburgo entoaram vários cânticos natalinos para centenas de pessoas que se amontoaram na Rua Coberta.
A volta foi tranqüila, apesar das inevitáveis filas, do tumulto nos aeroportos e dos atrasos nos vôos da nossa deplorável aviação civil brasileira.
Na Rua Coberta tomamos um chope, comemos uma lasanha e passamos o resto da tarde entrando e saindo de lojas, admirando as vitrines e a gente bonita que passeia o dia inteiro pelas ruas da cidade encantada com a educação do povo, com a arquitetura elaborada e com as músicas natalinas que são transmitidas por um excelente sistema de som por todo o centro comercial da cidade de Gramado.
A peça “Arca de Noel” é para crianças de zero a oitenta anos. Divertida, bem encenada e muito engraçada. Foi também uma oportunidade de conhecermos o Palácio dos Festivais onde acontece o Festival de Gramado, desde 1973, com a entrega do Kikito de Ouro aos vencedores.
A Árvore Cantante foi outro presente. Os pequenos cantores da Catedral de Novo Hamburgo entoaram vários cânticos natalinos para centenas de pessoas que se amontoaram na Rua Coberta.
A volta foi tranqüila, apesar das inevitáveis filas, do tumulto nos aeroportos e dos atrasos nos vôos da nossa deplorável aviação civil brasileira.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
HOPPING OI - AS BELAS DA TARDE
TROPEIRÃO DO ÔIComentei com a uma amiga que estava com muita vontade de ir até o Shopping Popular Oiapoque , conhecido como Shopping ÔI, mas que não tinha segurança suficiente para me arriscar sozinha num lugar de corredores estreitos e muita gente trançando pra lá e pra cá. Imediatamente ela se ofereceu para ir comigo, pois tinha vontade de conhecer esse tipo de comércio. Marcamos o dia e logo depois do trabalho, pegamos um táxi e partimos para nosso passeio. Logo na entrada ela quis tomar caldo-de-cana e comer um pastel, mas eu a convenci que era arriscado contrairmos doença de Chagas, ou na melhor das hipóteses uma perigosa dor de barriga. Ela se lembrou dos tempos em que ia regularmente ao Paraguai fazer compras. Entre bancas de CDs (piratas, naturalmente), DVDs a preço de banana, bolsas (bonitas, por sinal), perfumes (contrabandeados, com toda certeza), brinquedos, cintos, tênis, artigos natalinos e milhões de quinquilharias vagávamos sem rumo definido. Sem rumo até avistarmos, no alto da escada que leva ao segundo andar um cartaz anunciando um feijão tropeiro por cinco Reais a tijela. Sentamos, pedimos o "marvado", uma água com gás e esperamos pelo pior. Inacreditavelmente o tropeirão do ÔI estava uma delícia, com torresmo, ovo frito e linguiça, couve fininha e arroz bem soltinho e uma pimenta das bravas.
Comemos com gosto, lembrando casos de outras épocas, dos filhos pequenos, da falta que sentimos dos que já se foram.... Comida tem esse poder. De trazer à lembrança pequenos fragmentos de saudade... Compramos algumas poucas coisinhas e não encontrei o que realmente estava procurando. Ela me propôs atravessarmos a rua e darmos uma voltinha no outro shopping popular (Xavante), bem em frente. Apoiei em seu ombro, ganhamos o outro lado da avenida Oiapoque e vimos que o ambiente não era dos melhores. Algumas lojinhas anunciadas como sex-shopping tinham vitrines empoeiradas e brinquedinhos de adultos com aparência de já terem sido devidamente usados. Disse a ela que, duas respeitáveis mulheres de meia idade, zanzando por ali não ia dar certo. Mesmo assim, andamos mais um pouco e chegamos à rua São Paulo, onde um cartaz desbotado anunciava um show erótico - A loura e o anão - e um pouco mais a frente as fantásticas cabines eróticas... Não nos habilitamos a ver nenhum dos dois divertimentos apregoados. Uns homens feios e desdentados entravam e saíam dos velhos prédios onde mulheres de fartos seios, com roupas muito sujas e decotadas esperavam os clientes. Logo estávamos na frente de uma loja atacadista onde, finalmente achei o que queria. Ficamos por ali, vendo as mercadorias e bugigangas até o fim da tarde. O dono da loja, vendo que não éramos da área, nos acompanhou até a rua e esperou o táxi que nos trouxe de volta ao lar...
"Esse post vai para a minha amiga Iara, que ensinou-me os mistérios da biblioteca e aprendeu, junto comigo, que a zona boêmia de BH está totalmente fora dos padrões do turismo que praticamos nas férias com nossos respeitáveis maridos...."
sábado, 18 de outubro de 2008
Saúde, Raquel

São 18 horas. Sei que você está na bloco cirúrgico acompanhada de bons médicos e do tio Luís. Claro que estou preocupada. Quis ir para o Hospital, mas sua mãe achou que não era conveniente. Então estou aqui. Esperando notícias. E aí resolvi escrever para você. Está chovendo forte. Trovejando. estou calculando quantos programas você está perdendo nesse fim de semana por causa dessa pedreira que se instalou na sua vesícula.... Uma balada? Um show de axé? Da Ivete? Ou talvez sertanejo? Um sítio com direito a cerveja gelada e churrasco dos bons? Cinema? Teatro? Um conserto de tenores? Ópera no Palácio das Artes? Seus trocentos milhões de amigos vão ficar esperando. Sentados numa mesa de bar, falando de e sobre você. Seu sorriso espontâneo, sua alegria exagerada, sua energia contagiante. É... Vão ter de esperar. Pouquinho. Porque tenho certeza que você não vai demorar pra entrar em campo novamente e reunir a galera para mais um fim-de-semana animadíssimo, uma ida ao shopping, um agito com as Lindinhas, uma passada na casa da vovó Mary ou da tia Ju. Seu novo emprego vai ter de esperar uns dias e seus mais novos amigos de infância vão sentir a falta que você já está fazendo no escritório. E a Faculdade? Como vai ser, sem os constantes toques bem humorados do seu celular chamando pra mais um programinha de fim de tarde? E sua mãe? Uma semana sem a motorista predileta?CALMA! É só uma semana... No máximo.
Raquel, continue a aproveitar a VIDA com toda a energia . E agora sem PEDRAS atravancando seu caminho.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Análise Financeira

" Se você tivesse comprado, em janeiro e 2005, R$1.000,00 em ações da Nortel Networks ou da AIG, ambas gigantes da economia americana, hoje teria R$ 59,00!
Se você tivesse comprado, em janeiro de 2005, R$1.000,00 em ações da Lucent Technologies , outro gigante da área de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00! Agora, se você tivesse, em janeiro de 2005, gasto R$ 1.000,00 em Skol (em Cerveja, não em ações), tivesse bebido tudinho e hoje vendido as latinhas vazias, teria R$ 80,00!!!
Conclusão: No cenário econômico atual, você perde menos dinheiro ficando sentado e bebendo cerveja o dia inteiro... MAS É IMPORTANTE LEMBRAR, QUEM BEBE VIVE "MENOS":
a) Menos triste; b) Menos deprimido; c) Menos tenso; d) Menos puto da vida! Pensem nisso e... Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama! Se não me chamar, pelo menos me manda as latinhas QUE EU VENDO!"
Se você tivesse comprado, em janeiro de 2005, R$1.000,00 em ações da Lucent Technologies , outro gigante da área de telecomunicações, hoje teria R$ 79,00! Agora, se você tivesse, em janeiro de 2005, gasto R$ 1.000,00 em Skol (em Cerveja, não em ações), tivesse bebido tudinho e hoje vendido as latinhas vazias, teria R$ 80,00!!!
Conclusão: No cenário econômico atual, você perde menos dinheiro ficando sentado e bebendo cerveja o dia inteiro... MAS É IMPORTANTE LEMBRAR, QUEM BEBE VIVE "MENOS":
a) Menos triste; b) Menos deprimido; c) Menos tenso; d) Menos puto da vida! Pensem nisso e... Se for dirigir, não beba. Se for beber, me chama! Se não me chamar, pelo menos me manda as latinhas QUE EU VENDO!"
Recebi hoje essa "análise financeira" por e mail e fiquei lembrando do rapaz que apanha a reciclagem aqui em casa, duas vezes por semana. Como ele não veio na quarta-feira, se desculpou pelo acúmulo de jornais, latinhas e pets, estocadas na garagem. Disse ele:
- A senhora me desculpe, mas é que eu tive uma semana muito difícil. Tive de fazer uma "palestra" pros alunos do Sebrae, pra ver se eles entendem que reciclar é muito importante. Vamos ver se agora eles guardam os papéis e latinhas pra mim, porque com esse "pobrema das bolsa" lá de Nova York, o quilo de jornal tá valendo menos que uma bala. Assim não vai dar ... Eles me ajudam e eu ajudo a salvar o Planeta. Colocou tudo no carrinho, bebeu uma água e lá se foi, pensando na queda das ações na Bolsa de Nova York.
Nessa hora, rir é o melhor remédio.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Jeitos de amar...

'Ando com uma preguiça homérica de escrever. Mas sempre tem alguém que já escreveu coisas lindas, bem mais inspirada que eu..."
Jeitos de amar
Adélia Prado
Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era danadade braba, mas esmerava-se na hora de fazer dois molhosde cachinhos no cabelo da filha, para que ela fossebonita pra escola. "Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor". É comovente porque é algo que a gente esquece: milhõesde pequenos gestos são maneiras de amar. Beijos e abraços são provas mais eloqüentes, exigemretribuição física, são facilidades do corpo. Porém há diversos outras demonstrações mais sutis. Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como aquelamãe e aquela filha, tal como namorados fazem, tal comotanta gente faz: cafunés. Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando franjas,puxando rabos de cavalo, rindo soltas. Quanto jeito que há de amar. Flores colhidas na calçada, flores compradas, floresfeitas de papel, desenhadas, entregues em datas nadaespeciais: "lembrei de você". É este o único e melhor motivo para azaléias,margaridas, violetinhas. Quanto jeito que há de amar. Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta decarona, um elogio, um livro emprestado, uma cartarespondida, uma mensagem pelo celular, repartir o que se tem, cuidados para não magoar, dizer a verdadequando ela é salutar, e mentir, sim, com carinho, sefor para evitar feridas e dores desnecessárias. Quanto jeito que há de amar. Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma lembrançabem guardada, fazer o prato predileto de alguém ebotar uma mesa bonita, levar o cachorro pra passear,chamar pra ver a lua, dar banho em quem não conseguefazê-lo só, ouvir os velhos, ouvir as crianças, ouviros amigos, ouvir os parentes, ouvir. Quanto jeito que há de amar. Rezar por alguém, vestir roupa nova pra homenagear,trocar curativos, tirar pra dançar, não espalharsegredos, puxar o cobertor caído, cobrir, visitardoentes, velar, sugerir cidades, filmes, cds,brinquedos, brincar... Quanto jeito que há.
"Adélia Luzia Prado Freitas ( Nasceu enm Divinópolis, em 13 de dezembro de 1935 é uma autora notável. Seus textos e suas poesias retratam o cotidiano com perplexidade e encanto."
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