sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Gramado e o Desfile de Natal
Já caminhamos por toda a cidade de Gramado. Sabe quando o “mineirinho” diz que está com a perna seca de tanto andar? Pois é... Entramos e saímos de todas as lojas da cidade. Todas as vitrines, sem exceção, estão ricamente decoradas com o tema da cidade, que é o Natal Luz. Ficamos muito impressionadas com a quantidade de enfeites caros e raros, expostos ao alcance de qualquer um que passe por ali. Guirlandas de todo o tipo, bolas, velas, sinos, cestinhas bonecos, ursinhos e toda a sorte de ornamentos natalinos. Ninguém mexe. O turista respeita, o pessoal da cidade se orgulha desse evento. Não vimos até agora nenhum mendigo, pedinte ou criança abandonada. O lixo deve ser invisível, porque apesar da cidade estar tão cheia não vimos nenhuma sujeira. Jardins lindos, flores de todas as cores disputando com as hortências que parecem se derramar pelos muros, colinas, calçadas e praças. Almoçamos com um bom vinho de colônia, tomamos capuccino na Rua Coberta, que é outro ponto turístico muito interessante, abrigada do vento e do frio e que oferece muitas opções de lanches, grelhados, chocolates, lojas de confecções em couro e peles, restaurantes e cafés. Tudo com um certo ar europeu, uma elegância discreta, um quê de sofisticação. Compras, compras e mais compras. Por mais que estivéssemos preocupadas com a crise americana e mundial, sabemos que o Barak Obama vai resolver tudo isso rapidinho. Além do mais, o tal do sub-prime é problema do Lula e nós nem sabemos o que vem a ser isso.
O desfile de Natal foi fantástico. Luzes, cores e emoção. Muita emoção! Anjos, brinquedos, renas, pastores e reis. Crianças, bailarinos, patinadores. Fogos de artifício, música e efeitos de luzes sincronizados encantando o público, que emocionado aplaudia sob a neve artificial que caía incessante, sobre as pessoas embrulhadas em casacos e cachecóis, mantas, luvas e toucas. O frio implacável de 8 graus, em vésperas do verão, criou um clima propício para a chegada apoteótica do Papai Noel em seu trenó iluminado, puxado por renas irrequietas. Que pena! Agora só no ano que vem. Acabou-se o desfile. Começa agora o sonho de um Natal de Paz para toda a humanidade.
O frio está difícil de ser encarado de frente enquanto caminhamos para uma pizzaria, onde pretendemos terminar a noite. Na “Vale Quanto Pesa” tomamos um vinho da casa e devoramos trocentas fatias de pizza de todos os sabores possíveis. Doces e salgadas. Alguns sabores totalmente inéditos, como Filé com Alho, Mafiosa com Pimenta, Strogonoff, Coração, Baiana, Chester, Pesto, Filé com Fritas, Costela, Prestígio, Limão com Merengue, Fondue, Choquito, Sorvete, Romeu e Julieta, Morango Moreno e dezenas de outras mais conhecidas. Terminamos a noite com a tradicional crise (ou ataque?) de risos. Já no Hotel, devidamente climatizado, assistimos o digníssimo Senhor Presidente da República dizendo que alguns fulanos “si fu”, mas quem se ferrou realmente, foram os brasileiros que elegeram para o mais alto cargo desse país, um sujeito despreparado e grosseiro (veja o vídeo no You Tube digitando: lula sifu)
Vamos dormir, porque amanhã é outro dia.
O desfile de Natal foi fantástico. Luzes, cores e emoção. Muita emoção! Anjos, brinquedos, renas, pastores e reis. Crianças, bailarinos, patinadores. Fogos de artifício, música e efeitos de luzes sincronizados encantando o público, que emocionado aplaudia sob a neve artificial que caía incessante, sobre as pessoas embrulhadas em casacos e cachecóis, mantas, luvas e toucas. O frio implacável de 8 graus, em vésperas do verão, criou um clima propício para a chegada apoteótica do Papai Noel em seu trenó iluminado, puxado por renas irrequietas. Que pena! Agora só no ano que vem. Acabou-se o desfile. Começa agora o sonho de um Natal de Paz para toda a humanidade.
O frio está difícil de ser encarado de frente enquanto caminhamos para uma pizzaria, onde pretendemos terminar a noite. Na “Vale Quanto Pesa” tomamos um vinho da casa e devoramos trocentas fatias de pizza de todos os sabores possíveis. Doces e salgadas. Alguns sabores totalmente inéditos, como Filé com Alho, Mafiosa com Pimenta, Strogonoff, Coração, Baiana, Chester, Pesto, Filé com Fritas, Costela, Prestígio, Limão com Merengue, Fondue, Choquito, Sorvete, Romeu e Julieta, Morango Moreno e dezenas de outras mais conhecidas. Terminamos a noite com a tradicional crise (ou ataque?) de risos. Já no Hotel, devidamente climatizado, assistimos o digníssimo Senhor Presidente da República dizendo que alguns fulanos “si fu”, mas quem se ferrou realmente, foram os brasileiros que elegeram para o mais alto cargo desse país, um sujeito despreparado e grosseiro (veja o vídeo no You Tube digitando: lula sifu)
Vamos dormir, porque amanhã é outro dia.
A Casa do Papai Noel e a Árvore Cantante
Até que enfim o sol deu as caras. Depois de passearmos um pouco, próximo ao Hotel, fomos de táxi para a Aldeia do Papai Noel, que é praticamente defronte ao Mercure, mas o acesso à portaria do Parque Oscar Knorr é distante para se ir a pé. Além do mais a subida é cruel. Aqui se diz que a “a lomba é grande”. Já conhecia esse mundo de sonhos que é a Aldeia. Ali se recria com detalhes incríveis essa história que vem passando de geração em geração. As crianças ficam literalmente enlouquecidas. O carro, as renas ( de verdade), o trenó, os bonecos de neve (e a neve), a casa com todos os apetrechos (roupão de banho, chinelos, objetos de uso pessoal, móveis e enfeites), árvores de Natal acabam por criar um clima de realidade que é sentido por todos que têm o privilégio de por ali passear. Os seculares pinheiros alemães e araucárias e, principalmente, os inúmeros samambaiuçus que formam a mata, dão o toque final na transformação do sonho em realidade. São muitos detalhes para convencer os pequenos....Esses detalhes são tantos que até os adultos acabam acreditando no Bom Velhinho. E não é que ele estava lá, em carne e osso, recebendo as pessoas, desejando Feliz Natal e se prontificando a tirar fotos com crianças e adultos?
Na Rua Coberta tomamos um chope, comemos uma lasanha e passamos o resto da tarde entrando e saindo de lojas, admirando as vitrines e a gente bonita que passeia o dia inteiro pelas ruas da cidade encantada com a educação do povo, com a arquitetura elaborada e com as músicas natalinas que são transmitidas por um excelente sistema de som por todo o centro comercial da cidade de Gramado.
A peça “Arca de Noel” é para crianças de zero a oitenta anos. Divertida, bem encenada e muito engraçada. Foi também uma oportunidade de conhecermos o Palácio dos Festivais onde acontece o Festival de Gramado, desde 1973, com a entrega do Kikito de Ouro aos vencedores.
A Árvore Cantante foi outro presente. Os pequenos cantores da Catedral de Novo Hamburgo entoaram vários cânticos natalinos para centenas de pessoas que se amontoaram na Rua Coberta.
A volta foi tranqüila, apesar das inevitáveis filas, do tumulto nos aeroportos e dos atrasos nos vôos da nossa deplorável aviação civil brasileira.
Na Rua Coberta tomamos um chope, comemos uma lasanha e passamos o resto da tarde entrando e saindo de lojas, admirando as vitrines e a gente bonita que passeia o dia inteiro pelas ruas da cidade encantada com a educação do povo, com a arquitetura elaborada e com as músicas natalinas que são transmitidas por um excelente sistema de som por todo o centro comercial da cidade de Gramado.
A peça “Arca de Noel” é para crianças de zero a oitenta anos. Divertida, bem encenada e muito engraçada. Foi também uma oportunidade de conhecermos o Palácio dos Festivais onde acontece o Festival de Gramado, desde 1973, com a entrega do Kikito de Ouro aos vencedores.
A Árvore Cantante foi outro presente. Os pequenos cantores da Catedral de Novo Hamburgo entoaram vários cânticos natalinos para centenas de pessoas que se amontoaram na Rua Coberta.
A volta foi tranqüila, apesar das inevitáveis filas, do tumulto nos aeroportos e dos atrasos nos vôos da nossa deplorável aviação civil brasileira.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
HOPPING OI - AS BELAS DA TARDE
TROPEIRÃO DO ÔIComentei com a uma amiga que estava com muita vontade de ir até o Shopping Popular Oiapoque , conhecido como Shopping ÔI, mas que não tinha segurança suficiente para me arriscar sozinha num lugar de corredores estreitos e muita gente trançando pra lá e pra cá. Imediatamente ela se ofereceu para ir comigo, pois tinha vontade de conhecer esse tipo de comércio. Marcamos o dia e logo depois do trabalho, pegamos um táxi e partimos para nosso passeio. Logo na entrada ela quis tomar caldo-de-cana e comer um pastel, mas eu a convenci que era arriscado contrairmos doença de Chagas, ou na melhor das hipóteses uma perigosa dor de barriga. Ela se lembrou dos tempos em que ia regularmente ao Paraguai fazer compras. Entre bancas de CDs (piratas, naturalmente), DVDs a preço de banana, bolsas (bonitas, por sinal), perfumes (contrabandeados, com toda certeza), brinquedos, cintos, tênis, artigos natalinos e milhões de quinquilharias vagávamos sem rumo definido. Sem rumo até avistarmos, no alto da escada que leva ao segundo andar um cartaz anunciando um feijão tropeiro por cinco Reais a tijela. Sentamos, pedimos o "marvado", uma água com gás e esperamos pelo pior. Inacreditavelmente o tropeirão do ÔI estava uma delícia, com torresmo, ovo frito e linguiça, couve fininha e arroz bem soltinho e uma pimenta das bravas.
Comemos com gosto, lembrando casos de outras épocas, dos filhos pequenos, da falta que sentimos dos que já se foram.... Comida tem esse poder. De trazer à lembrança pequenos fragmentos de saudade... Compramos algumas poucas coisinhas e não encontrei o que realmente estava procurando. Ela me propôs atravessarmos a rua e darmos uma voltinha no outro shopping popular (Xavante), bem em frente. Apoiei em seu ombro, ganhamos o outro lado da avenida Oiapoque e vimos que o ambiente não era dos melhores. Algumas lojinhas anunciadas como sex-shopping tinham vitrines empoeiradas e brinquedinhos de adultos com aparência de já terem sido devidamente usados. Disse a ela que, duas respeitáveis mulheres de meia idade, zanzando por ali não ia dar certo. Mesmo assim, andamos mais um pouco e chegamos à rua São Paulo, onde um cartaz desbotado anunciava um show erótico - A loura e o anão - e um pouco mais a frente as fantásticas cabines eróticas... Não nos habilitamos a ver nenhum dos dois divertimentos apregoados. Uns homens feios e desdentados entravam e saíam dos velhos prédios onde mulheres de fartos seios, com roupas muito sujas e decotadas esperavam os clientes. Logo estávamos na frente de uma loja atacadista onde, finalmente achei o que queria. Ficamos por ali, vendo as mercadorias e bugigangas até o fim da tarde. O dono da loja, vendo que não éramos da área, nos acompanhou até a rua e esperou o táxi que nos trouxe de volta ao lar...
"Esse post vai para a minha amiga Iara, que ensinou-me os mistérios da biblioteca e aprendeu, junto comigo, que a zona boêmia de BH está totalmente fora dos padrões do turismo que praticamos nas férias com nossos respeitáveis maridos...."
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