segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

CHILE - Voo para Pueto Montt

Adios Santiago! Vamos agora rumo a Puerto Montt. Vamos atravessar os Andes e desfrutar de muitas belezas, para nós, inéditas.
O avião da Lan Chile (um A320) não é muito grande, mas  é novo e confortável, com espaço para minhas pernas, coisa rara nas companhias aéreas brasileiras. O lanche é fornecido pela famosa Havanna e o alfajor é muito bem recebido. Menos de uma hora de voo. E que voo!
Os Andes se descortinam de forma absolutamente fantástica.



A beleza  é indescritível, principalmente num dia claro e luminoso como este. Rios e lagos prateados correndo entre a poderosa cordilheira envolta em luz e bruma.

Cumes gelados... As neves eternas... O azul que se confunde com o céu.

E vulcões, lá em baixo. Muitos... Adormecidos e enfeitados pelo gelo eterno...

Glaciares, lagos gelados, crateras iluminadas refletindo na água acumulada o sol forte do dia de verão. São apenas fotos tiradas através do vidro, mas dão uma pálida ideia dessa maravilha andina.

Acredito que esse seja o vulcão Villa Rica soltando uma fumarola. Claro que chorei como uma boba ao ver esse espetáculo da natureza.

Olha ele aí de novo para nossa alegria.
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

CHILE - Mercado Municipal de Santiago

Foto da Internet
Pedimos ao Marco que nos deixasse no Mercado Municipal de Santiago. É um mercado bem central, pertinho da estação de Cal y Canto. Ali se vendem os pescados do Pacífico, a famosa centolla do Alasca, lagostas imensas e mariscos fenomenais.

Não somos muito de frutos do mar, o cheiro do pescado é forte e não nos encorajou a provar essas delícias do mar. Começamos com um pisco sour, que apesar de levar clara de ovo batida, é bem forte e saboroso. Empanadas ótimas as do Restaurante Donde Augusto.


A centolla fica assim, amarradinha nos balcões frigoríficos e são vendidas prontas, no prato pelo equivalente entre 100 e 200 dólares.


As lagostas são assim... O Mercado é todo em ferro, muito bonito, ornamentado de bandeiras de todos os países e conta com muitos restaurantes, dentro e fora dele. Disseram que os restaurantes das redondezas são mais convenientes e seguros. Mas optamos por ficar ali, onde almoçamos e de sobremesa (postre) comi uma fatia de Leche Assado quase sem açúcar - nada mais que um pudim de leite....
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CHILE - Casillero del Diablo

E aqui é onde os vinhos são guardados em barris de carvalho francês e americano. Dentro do esconderijo as portas são fechadas e a lenda do Casillero del Diablo é contada com ares de filme de terror. A sombra do senhor do mal é projetada, os sons calculados para amedrontar quem está ali no escuro...


Don Melchor inventou que o diabo era o dono dos vinhos, pois estava havendo alguns roubos. Nunca mais nenhuma garrafa do precioso liquido sumiu do interior do Casillero. Degustamos um blanc leve e gelado que abrandou o calor  e ainda recebemos as duas belas taças de presente. Um estorvo durante ou outros 10 dias de viagem, dois voos internos e barcos no cruce andino. Mas chegaram inteiras para nos lembrar da beleza e paz daquele lugar .
Uma loja refinada vende, além dos vinhos, lembranças muito bonitas da Vinícola.
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CHILE - Vinícola Concha y Toro

Saindo de Santiago e indo em direção ao Vale do Maipo, há 30 Km da capital, na cidadezinha de Pirque, por avenidas bem movimentadas chegamos finalmente à Vinícola Concha y Toro. Vimos que o metrô de Santiago chega bem próximo, (na parte suspensa) e que vai em direção à  estação de Rosa Magalhanes ou San Jose de La Estrela.
Sei que um ônibus que sai do centro de Santiago chega até à porta da vinícola, mas não descobri qual.
Fomos novamente na van do Marco. E dessa vez só eu e Danilo.



Parece coisa para pescar turista, mas já tinha lido que a visita é muito agradável e resolvemos ir. E valeu a pena. O guia nos conduziu  entre os belos jardins até a enorme casa do fundador da bodega, Don Melchor Concha y Toro. Hoje ali funciona apenas a parte administrativa.


As uvas miúdas e surpreendentemente doces, são plantadas em grandes canteiros para que o turista possa apreciar, degustar, tocar... O guia  vai nos mostrando os tipos de uva e discorre com clareza sobre a safra, a poda, pra que vinho serve essa ou aquela uva. Em nenhum momento adjetivou uvas ou vinhos....
A degustação é do vinho mais popular da marca: O Casillero (esconderijo) del Diablo. Em frente ao trono do demo brindamos ao Chile... Não nos atrevemos a sentar.
A

sábado, 4 de fevereiro de 2012

CHILE - Viña Del Mar


De Valparaíso fomos para Vinã Del Mar, que é uma de suas 5 comunas. É também chamada de cidade jardim e capital turística do Chile. Conta com mais de 280 mil habitantes e é um dos balneários mais luxuosos do mundo. A rede hoteleira é enorme e tem um dos poucos cassinos do Chile. Várias universidade públicas e privadas trouxeram progresso e crescimento para a cidade, que conta também com metrô e bons meios de transporte como sua cidade gêmea, Valparaíso.
Entre as duas cidades vi uns 20 pelicanos pousados no telhado de um galpão e dois voando com peixes presos no bico. Definitivamente o design do bicho não é compatível com voo. Ele é muito pesado e meio desengonçado...


Esse belo relógio de flores fica na praia de Caleta Abarca e foi construído para  dar as boas vindas à Copa do Mundo de 1962.

Os belos jardins fazem a alegria dos turistas. Palmeiras diversas e muito verde trazem um ar de frescor no calor de mais de 30 graus.

Ficamos muito impressionados com o tamanho e altura dos prédios que se derramam, em camadas, pelos morros vulcânicos de Viña Del Mar.. E os terremotos que são frequentes em toda a região????

Essa é a rochosa praia de Cochoa, onde almoçamos na agradável companhia de um casal de colombianos - Rosa e Jaime - que moram em Bogotá. O dono do restaurante sabe tudo de música popular brasileira. É fã da Betânia e cantarolou Vinícius de Moraes.
Olha aí o  salmão e as papas al horno...


Esse é o anfiteatro onde é realizado anualmente o Festival Internacional da Canção. Ele fica numa das maiores áreas verdes da cidade, a Quinta Vergara.


O ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 1971, o grande poeta Pablo Neruda, tinha casas em Valparaíso e na Isla Negra, próximo a Viña Del Mar.

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CHILE - Valparaiso

Fomos para Valparaíso e Viña Del Mar com o Marco, o receptivo que nos buscou no aeroporto de Santiago. A estrada (Ruta CH-68) é excelente e os Andes e sua vegetação caractérística nos brindou com sua presença constante. O vale do Casablanca tem dezenas de vinhedos e alguns olivais.

Inclusive, a Vinicola Concha y Toro e a Santa Rita têm ali algumas espécies de uva para seus famosos vinhos.

(Foto da Internet)
Valparaíso é uma cidade portuária, sem grandes atrativos, mas alguns monumentos e prédios antigos chamam a atenção do turista. Possui mais de 250 mil habitantes e as casas e prédios se derramam pelos 45 cerros (morros) da cidade e que contam com muitos ascensores - funiculares - para melhor mobilidade de seus moradores. Valparaíso conta também com metrô e troleibus.

Esse arco foi construído e doado à cidade pela colônia britânica. Ali floresceram colônias de alemães, ingleses e espanhóis.

Nessa grande praça esse moderníssimo prédio, "encaixado" literalmente entre as laterais de uma antiga construção me encantou pela originalidade.

É ou não é uma ideia de mestre?



Observando o porto movimentado e vendo Viña Del Mar ao longe.

O confuso Mercado Cardoval, onde passamos a pedido de um casal de colombianos que queria  comprar algumas frutas. Sujo, barulhento e colorido como qualquer mercado do nordeste brasileiro. Frutas, pescados, frutos do mar, legumes e verduras com fartura.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

CHILE - Cerro Santa Lúcia

Um chileno simpático e conversado nos apanhou no hotel para um passeio pela cidade. Maurício ia nos mostrando a beleza e funcionalidade de Santiago. Na van, um senhor colombiano e seus dois filhos rapazes. A Igreja sem a cúpula, destruída pelo último terremoto, os escombros de antigo casarão que também veio abaixo naquele fatídico dia de fevereiro de 2010. Mais de 500 mortos e muita coisa destruída em várias regiões chilenas. Foi um dos terremotos mais fortes de que  a humanidade tem notícia.
Chegamos ao Cerro Santa Lúcia por uma estrada sinuosa e depois por estreitas escadas ao topo, de onde Santiago pode ser vista panoramicamente em toda sua grandeza, tendo os Andes emoldurando a metrópole.
Subimos devagar e ali ficamos a contemplar o maciço Andino, debaixo do forte calor. Santiago estava com a umidade relativa do ar muito baixa. Então fomos aconselhados pelo guia a beber o " mote com huesillo" que é uma beberagem gelada feita com mote (um tipo de grão, amolecido em água, açúcar e um pêssego inteiro cozido). Achei mais um alimento, que propriamente uma bebida, pois os grãos são  em grande quantidade. Me pareceu uma refeição.
Fomos rodando pela cidade, vagarosamente, e nos foram  mostrados várias monumentos, praças, curiosidades, prédios moderníssimos, muito altos e espelhados... Ouvimos do falante motorista algumas histórias da queda e da morte de Salvador Allende e dos bombardeios de setembro de 1973, quando ocorreu o golpe militar perpetrado por Augusto Pinochet. E fomos passeando, ouvindo histórias e admirando a cidade, lembrando das passagens do livro de Neruda que estou lendo (Confesso que vivi) onde tantas dessas histórias são contadas de maneira poética pelo Nobel de literatura, que nasceu no Chile  e amou profundamente seu país e seu povo.
Ficamos no Pátio Bella Vista, bem  na entrada do bairro de mesmo nome. É ali que chilenos e turistas se encontram. Um centro gastronômico, cultural, turístico e artístico onde o artesanato local é comercializado.
Pubs, cafeterias, bistrôs, bares e restaurantes super movimentados. A segurança é total e por ali ficamos até o anoitecer, num simpático Bistrô petiscando uma tábua de frios e pães, Danilo bebendo cerveja e eu um correto vinho chileno.


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