PODEROSAS!!!!
TODOS OS AMORES DA MINHA VIDA!
segunda-feira, 21 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Otimizando espaços
Todo ser humano, por mais humilde que seja, tem direito ao seu espaço.

Há muito não tem onde ficar. Determinam para ela uma sala pequena com janelas gradeadas. Depois sofre ação de despejo e se instala entre prateleiras de livros, papéis velhos, caixas rasgadas, equipamentos obsoletos, quadro apoiado no chão, pilhas de enciclópédias desatualizadas, dicionários sem capa, com traças nas paredes e lagartixas entre as vigas do teto. É aí que ela se instala, com suas crianças. Mas a rejeição que a atormenta se faz presente em cada palavra ferina, cada comentário sarcástico que ouve aqui e ali. -Para onde você vai? A obra ainda não acabou? Aqui não tem condições de trabalho. arrume um canto pra você.
Ela se cansa. Está exausta. Então resolve dar seu grito de independência. Arrasta pesados armários, arquivos de aço, empilha cadeiras, mexe com as mesas, encosta o velho computador na parede... Faz um canto só seu. Agora sim! Pode ter sua privacidade preservada. Não há de ser os incômodos vizinhos desse condomínio que a expulsarão do seu cantinho, construído a duras penas. Vai evitar brigas, confusões. Isso não é do seu feitio. Ela quer paz e sossego. Talvez sonhe com a aposentadoria, quem sabe tão distante. Mas nem mesmo um mandato de reintegração de posse vai fazê-la desistir de seu espaço, fruto de sua luta e seu suor. Mesmo sofrendo com o doloroso processo de apartheid, curtindo sua atroz solidão, ela já sonha com a construção de um banheiro só seu, dois ganchos na parede pra pendurar uma rede, um varal pra secar as pecinhas de roupa que ela teima em não colocar na máquina e quem sabe uma arandinha com vasinhos de violetas?... Já conseguiu se apossar da única lixeira disponível. Nada comparável à lixeira do reitor da universidade de Brasília, mas que serve bem para o que se destina:- Colocar lixo. Lendo o caderno de turismo do jornal ela tem uma idéia brilhante e já arquiteta um plano pra arrecadar algum e complementar seu minguado salário: -Vai propor visitas monitoradas ao seu cafofo com cobrança de ingressos e guia especializado. Aí poderá pagar um servicinho de marketing pessoal. Quem sabe assim, evita comentários pejorativos como o de uma colega que comparou seu cantinho a uma favela. Como é cruel a espécie humana! Boa sorte amiga! Torço por você!!!!
Esse post vai para a Edna e sua incessante luta em prol da Educação.....

Há muito não tem onde ficar. Determinam para ela uma sala pequena com janelas gradeadas. Depois sofre ação de despejo e se instala entre prateleiras de livros, papéis velhos, caixas rasgadas, equipamentos obsoletos, quadro apoiado no chão, pilhas de enciclópédias desatualizadas, dicionários sem capa, com traças nas paredes e lagartixas entre as vigas do teto. É aí que ela se instala, com suas crianças. Mas a rejeição que a atormenta se faz presente em cada palavra ferina, cada comentário sarcástico que ouve aqui e ali. -Para onde você vai? A obra ainda não acabou? Aqui não tem condições de trabalho. arrume um canto pra você.
Ela se cansa. Está exausta. Então resolve dar seu grito de independência. Arrasta pesados armários, arquivos de aço, empilha cadeiras, mexe com as mesas, encosta o velho computador na parede... Faz um canto só seu. Agora sim! Pode ter sua privacidade preservada. Não há de ser os incômodos vizinhos desse condomínio que a expulsarão do seu cantinho, construído a duras penas. Vai evitar brigas, confusões. Isso não é do seu feitio. Ela quer paz e sossego. Talvez sonhe com a aposentadoria, quem sabe tão distante. Mas nem mesmo um mandato de reintegração de posse vai fazê-la desistir de seu espaço, fruto de sua luta e seu suor. Mesmo sofrendo com o doloroso processo de apartheid, curtindo sua atroz solidão, ela já sonha com a construção de um banheiro só seu, dois ganchos na parede pra pendurar uma rede, um varal pra secar as pecinhas de roupa que ela teima em não colocar na máquina e quem sabe uma arandinha com vasinhos de violetas?... Já conseguiu se apossar da única lixeira disponível. Nada comparável à lixeira do reitor da universidade de Brasília, mas que serve bem para o que se destina:- Colocar lixo. Lendo o caderno de turismo do jornal ela tem uma idéia brilhante e já arquiteta um plano pra arrecadar algum e complementar seu minguado salário: -Vai propor visitas monitoradas ao seu cafofo com cobrança de ingressos e guia especializado. Aí poderá pagar um servicinho de marketing pessoal. Quem sabe assim, evita comentários pejorativos como o de uma colega que comparou seu cantinho a uma favela. Como é cruel a espécie humana! Boa sorte amiga! Torço por você!!!!
Esse post vai para a Edna e sua incessante luta em prol da Educação.....
domingo, 6 de abril de 2008
Essa foto foi tirada num ano distante do século passado. Mas já éramos amigas. A blusa de crochê foi feita pela mamãe. Ou não foi? Temos muito o que recordar, agora que estamos preparando a comemoração dos nossos sessenta anos bem vividos. O sorriso inocente, a alegria total. Acho que foi na festa dos 50 anos de casados dos meus avós maternos que tiramos esse retrato (era assim que se falava). 1968???? Não sei... Não me lembro de nenhuma briga entre nós. Sei que houve desavenças com meus irmãos, coisas mal resolvidas na época e que agora viraram fumaça. Passou-se muito tempo. Esqueceram-se os motivos. Ou a falta deles. Vovô Ricardo implicava com você até conhecer o noivo geólogo, que o conquistou com sua conversa mole sobre as pedras e as montanhas, os rios e os caminhos das Minas Gerais. O colégio de freiras, horas dançantes, viagem a Guarapari...

Aqui você vestida de noiva. Que noivinha graciosa!!!! Casou pela manhã, bem cedinho, na Igreja do Carmo. Eu estava elegantérrima com meu conjunto verde, de tergal, pantalona e túnica. Última moda... depois vieram os filhos, os afilhados... Os amigos, as cantorias, as festas... Alguns dos nossos partiram, mas nos deixaram seus ensinamentos e estão sempre nos amparando em nossas eternas saudades. Nossa amizade é a mesma. Mais madura, mais consciente, mais enraizada. Sabemos que vai ser asssim até o fim. E esse fim está muito distante. Porque agora que já vivemos bem esse primeiro terço da nossa vida, vamos programar e viver melhor ainda os dois terços que nos restam.

Aqui você vestida de noiva. Que noivinha graciosa!!!! Casou pela manhã, bem cedinho, na Igreja do Carmo. Eu estava elegantérrima com meu conjunto verde, de tergal, pantalona e túnica. Última moda... depois vieram os filhos, os afilhados... Os amigos, as cantorias, as festas... Alguns dos nossos partiram, mas nos deixaram seus ensinamentos e estão sempre nos amparando em nossas eternas saudades. Nossa amizade é a mesma. Mais madura, mais consciente, mais enraizada. Sabemos que vai ser asssim até o fim. E esse fim está muito distante. Porque agora que já vivemos bem esse primeiro terço da nossa vida, vamos programar e viver melhor ainda os dois terços que nos restam.
quinta-feira, 27 de março de 2008
TRAVESSIA DO ATLÂNTICO - Alma Cigana
Navegar é preciso. Viver não é preciso....
A precisão de um navegador se mede pela hora certa em que chega a cada porto, a segurança com que enfrenta as tormentas e a coragem com que vence os desafios que o mar lhe oferece.. Nossa vida não tem essa precisão. Enfrentamos, muitas vezes, tempestades e ventos que inviabilizam nossa chegada e que, às vezes, nos levam ao fundo, sem chances de sobrevivência ou de outras partidas.
As meninas estão, a essa hora, desembarcando em terras da Mãe África. No Senegal. Acho que em Dacar. Depois vão rumo ao norte. Ilhas Canárias, Tenerife, Lisboa, Málaga, Gênova... Tenho certeza que me levaram no coração. Pelo Estreito de Gilbraltar, pelo azul mediterrâneo.
Daqui, vou viajando... Navegando... Vivendo, com alegria, a "hora extra" que me foi concedida. Precisamente!
Os planos são ambiciosos. Urshuaia, Dubai, China... Um dia, com precisão, volto, com certeza a navegar. A voar... Por esse mundo tão instigante, tão pequeno, tão pouco preciso!
Esse post vai para as meninas, Márcia, Raquel e Miriam, que navegam por mares nunca dantes navegados...
A precisão de um navegador se mede pela hora certa em que chega a cada porto, a segurança com que enfrenta as tormentas e a coragem com que vence os desafios que o mar lhe oferece.. Nossa vida não tem essa precisão. Enfrentamos, muitas vezes, tempestades e ventos que inviabilizam nossa chegada e que, às vezes, nos levam ao fundo, sem chances de sobrevivência ou de outras partidas.
As meninas estão, a essa hora, desembarcando em terras da Mãe África. No Senegal. Acho que em Dacar. Depois vão rumo ao norte. Ilhas Canárias, Tenerife, Lisboa, Málaga, Gênova... Tenho certeza que me levaram no coração. Pelo Estreito de Gilbraltar, pelo azul mediterrâneo.
Daqui, vou viajando... Navegando... Vivendo, com alegria, a "hora extra" que me foi concedida. Precisamente!
Os planos são ambiciosos. Urshuaia, Dubai, China... Um dia, com precisão, volto, com certeza a navegar. A voar... Por esse mundo tão instigante, tão pequeno, tão pouco preciso!
Esse post vai para as meninas, Márcia, Raquel e Miriam, que navegam por mares nunca dantes navegados...
quinta-feira, 13 de março de 2008
Olhar sem ver a rotina de cada dia
Não posso mais dirigir. Então pego carona com uma amiga. Antes das sete horas já estou em pé, do outro lado da rua esperando por ela. E fico ali, observando coisas que nunca via, em minha própria casa, na minha rua, no lugar onde vivo há mais de quarenta anos. As laranjas já quase maduras na velha laranjeira, os passarinhos que fizeram ninho nos beirais do telhado, o pinheiro que está todo torto, precisando de uma poda para que no Natal já possa ser enfeitado com luzinhas coloridas. O prédio do fundo está em obras. Dois gaviões ficam pousados, todos os dias na grade da cobertura, imóveis, esperando não sei o quê. Passa uma van escolar com crianças sonolentas. O vizinho tira o carro e vai embora com o adolescente resmungão. Um jovem casal se despede na esquina com um beijo. A velha vem com seu insuportável cachorrinho basset, fazer cocô no meu portão. Passa a mulher mal humorada dirigindo um Siena, com um barbudo no banco do passageiro, também com cara de poucos amigos. O operário, fumando um cigarro, caminha apressado com sua mochila velha, disfarçando a indisfarçável marmita. O estudante pára a bicicleta com medo do carro que atravessa perigosamente, sem olhar quem vem de lá. Isso tudo acontece num espaço de cinco a dez minutos. Todos os dias. Rotineiramente. Aí chega a a carona e lá vou eu pra escola. Com certeza, na rotina de lá tem muita coisa que olho sem ver. Vou prestar mais atenção.Todo dia ela faz tudo sempre igual....
quarta-feira, 12 de março de 2008
EMJP - Como gostar de reuniões - Guia Prático

"Que fique claro que a idéia não é minha. Recebi um pps sobre o tema, gostei e adaptei para uso imediato".
As reuniões, sejam elas quais forem, são sempre iguais. Enfadonhas e medonhas.... Nada se resolve, discute-se muito, bebe-se litros de café, escuta-se muita bobagem e tudo continua como sempre esteve, sem qualquer modificação significativa. Desde que comecei a trabalhar em 1985, um longínquo ano do século passado, já devo ter participado de umas três ou quatro mil reuniões, das quais não me lembro de nenhuma especificamente. Quer dizer, para ser mais exata, lembrei-me de uma, em que desenhei uma blusa para mim e que, depois de pronta ficou linda. Muitas dessas reuniões, eu registrei em atas, lavradas com capricho e, porque não dizer, competência. Quanta modéstia! Nas reuniões sempre são usadas palavras escolhidas e que mudam de acordo com o que está na moda. Já usamos expressões como: objetivos a serem alcançados, eixos norteadores, interdisciplinaridade, letramento, momentos lúdicos, idade de formação. Já passamos por verbos bastante complexos: experienciar, socializar, vivenciar, sistematizar, agilizar e, mais recentemente, inferir. Já tivemos oportunidade de observar toda a criatividade da elite pensante em alguns termos como: paradigma, transversal, tempos e espaços, levantamento de demandas, valor agregado e a famigerada troca de experiências. Tivemos a safra de escola inclusiva, outro viés, um norte a ser alcançado, levantamento de demandas. Agora temos a satisfação de aprendermos sobre Escola Aberta e outros neologismos.
Concordo que, realmente, é difícil gostar de reuniões. Mas um modo simples e criativo pode ser adotado para que a gente se aborreça menos nas próximas, que com certeza virão.
1- Imprima a lista abaixo antes de começar a reunião.
2- Leve uma caneta vermelha.
3- Sempre que ouvir uma das palavras ou expressões contida nessa listagem, marque-a com um X (xis vermelho) .
3-Quando completar 5 marcas, grite BINGO!
Com certeza a reunião ficará menos tensa, menos cansativa e estressante. Talvez você até passe a esperar ansiosamente por ela. É a implementação do lúdico. Claro que podemos acrescentar ou mudar alguma palavra. O jogo é democrático. Pode-se comprar um brinde para os ganhadores, de preferência com cartão corporativo, o que tornará o jogo ainda mais atraente.
- Rendimento
- Avaliação
- Parceiro
- Estratégia
- Resultados
- Projeto
- Implementação
- Rendimento
- Otimização
- A nível de
- Efetivamente
- Parceiros
- Mentalidade
- Análise
- Formulação
- Currículos
- Implantação
- Estruturação
- Estatisticamente
- Capacidades
- Etnia
- Meio ambiente
Pode acontecer de algum participante gritar BINGO com menos de cinco minutos. Não tem importância. É só começar de novo....
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