ESSE GRUPO FEZ O MAIOR SUCESSO!!!!!
A SININHO E O XERIFE
A TURMA DO CHAVES E A BRUXA MÁ.....
segunda-feira, 21 de abril de 2008
ALEGRIA É A MELHOR COISA DA VIDA
PIRATA DA PERNA DE PAU... DO OLHO DE VIDRO E COM A CARA DE MAU....
RELEMBRANDO OS VELHOS CARNAVAIS
RELEMBRANDO OS VELHOS CARNAVAIS
PROGRAMANDO NOVAS FESTAS E VIAGENS. COMO SEMPRE!
A DIABA, A BRUXA E MUITOS AMIGOS
A DIABA E A BRUXA. SEMPRE AMIGAS!
A JOANA FOI A ÚNICA QUE RESOLVEU NÃO IR FANTASIADA. ELA SÓ DEVE NASCER NO MÊS DE MAIO.
PAI E FILHO.... HILÁRIOS
A JOANA FOI A ÚNICA QUE RESOLVEU NÃO IR FANTASIADA. ELA SÓ DEVE NASCER NO MÊS DE MAIO.
PAI E FILHO.... HILÁRIOS
PORQUE SERÁ QUE SÃO TANTOS OS SORRISOS?????
SOGRA, POR MELHOR QUE SEJA, SEMPRE ACABA SE REVELANDO UMA BRUXA"
MAIS QUE AMIGOS INCRÍVEIS....
FALTOU O AMÉRICO. SOBROU SORRISOS!!!!
MAIS QUE AMIGOS INCRÍVEIS....
FALTOU O AMÉRICO. SOBROU SORRISOS!!!!
terça-feira, 15 de abril de 2008
Otimizando espaços
Todo ser humano, por mais humilde que seja, tem direito ao seu espaço.

Há muito não tem onde ficar. Determinam para ela uma sala pequena com janelas gradeadas. Depois sofre ação de despejo e se instala entre prateleiras de livros, papéis velhos, caixas rasgadas, equipamentos obsoletos, quadro apoiado no chão, pilhas de enciclópédias desatualizadas, dicionários sem capa, com traças nas paredes e lagartixas entre as vigas do teto. É aí que ela se instala, com suas crianças. Mas a rejeição que a atormenta se faz presente em cada palavra ferina, cada comentário sarcástico que ouve aqui e ali. -Para onde você vai? A obra ainda não acabou? Aqui não tem condições de trabalho. arrume um canto pra você.
Ela se cansa. Está exausta. Então resolve dar seu grito de independência. Arrasta pesados armários, arquivos de aço, empilha cadeiras, mexe com as mesas, encosta o velho computador na parede... Faz um canto só seu. Agora sim! Pode ter sua privacidade preservada. Não há de ser os incômodos vizinhos desse condomínio que a expulsarão do seu cantinho, construído a duras penas. Vai evitar brigas, confusões. Isso não é do seu feitio. Ela quer paz e sossego. Talvez sonhe com a aposentadoria, quem sabe tão distante. Mas nem mesmo um mandato de reintegração de posse vai fazê-la desistir de seu espaço, fruto de sua luta e seu suor. Mesmo sofrendo com o doloroso processo de apartheid, curtindo sua atroz solidão, ela já sonha com a construção de um banheiro só seu, dois ganchos na parede pra pendurar uma rede, um varal pra secar as pecinhas de roupa que ela teima em não colocar na máquina e quem sabe uma arandinha com vasinhos de violetas?... Já conseguiu se apossar da única lixeira disponível. Nada comparável à lixeira do reitor da universidade de Brasília, mas que serve bem para o que se destina:- Colocar lixo. Lendo o caderno de turismo do jornal ela tem uma idéia brilhante e já arquiteta um plano pra arrecadar algum e complementar seu minguado salário: -Vai propor visitas monitoradas ao seu cafofo com cobrança de ingressos e guia especializado. Aí poderá pagar um servicinho de marketing pessoal. Quem sabe assim, evita comentários pejorativos como o de uma colega que comparou seu cantinho a uma favela. Como é cruel a espécie humana! Boa sorte amiga! Torço por você!!!!
Esse post vai para a Edna e sua incessante luta em prol da Educação.....

Há muito não tem onde ficar. Determinam para ela uma sala pequena com janelas gradeadas. Depois sofre ação de despejo e se instala entre prateleiras de livros, papéis velhos, caixas rasgadas, equipamentos obsoletos, quadro apoiado no chão, pilhas de enciclópédias desatualizadas, dicionários sem capa, com traças nas paredes e lagartixas entre as vigas do teto. É aí que ela se instala, com suas crianças. Mas a rejeição que a atormenta se faz presente em cada palavra ferina, cada comentário sarcástico que ouve aqui e ali. -Para onde você vai? A obra ainda não acabou? Aqui não tem condições de trabalho. arrume um canto pra você.
Ela se cansa. Está exausta. Então resolve dar seu grito de independência. Arrasta pesados armários, arquivos de aço, empilha cadeiras, mexe com as mesas, encosta o velho computador na parede... Faz um canto só seu. Agora sim! Pode ter sua privacidade preservada. Não há de ser os incômodos vizinhos desse condomínio que a expulsarão do seu cantinho, construído a duras penas. Vai evitar brigas, confusões. Isso não é do seu feitio. Ela quer paz e sossego. Talvez sonhe com a aposentadoria, quem sabe tão distante. Mas nem mesmo um mandato de reintegração de posse vai fazê-la desistir de seu espaço, fruto de sua luta e seu suor. Mesmo sofrendo com o doloroso processo de apartheid, curtindo sua atroz solidão, ela já sonha com a construção de um banheiro só seu, dois ganchos na parede pra pendurar uma rede, um varal pra secar as pecinhas de roupa que ela teima em não colocar na máquina e quem sabe uma arandinha com vasinhos de violetas?... Já conseguiu se apossar da única lixeira disponível. Nada comparável à lixeira do reitor da universidade de Brasília, mas que serve bem para o que se destina:- Colocar lixo. Lendo o caderno de turismo do jornal ela tem uma idéia brilhante e já arquiteta um plano pra arrecadar algum e complementar seu minguado salário: -Vai propor visitas monitoradas ao seu cafofo com cobrança de ingressos e guia especializado. Aí poderá pagar um servicinho de marketing pessoal. Quem sabe assim, evita comentários pejorativos como o de uma colega que comparou seu cantinho a uma favela. Como é cruel a espécie humana! Boa sorte amiga! Torço por você!!!!
Esse post vai para a Edna e sua incessante luta em prol da Educação.....
domingo, 6 de abril de 2008
Essa foto foi tirada num ano distante do século passado. Mas já éramos amigas. A blusa de crochê foi feita pela mamãe. Ou não foi? Temos muito o que recordar, agora que estamos preparando a comemoração dos nossos sessenta anos bem vividos. O sorriso inocente, a alegria total. Acho que foi na festa dos 50 anos de casados dos meus avós maternos que tiramos esse retrato (era assim que se falava). 1968???? Não sei... Não me lembro de nenhuma briga entre nós. Sei que houve desavenças com meus irmãos, coisas mal resolvidas na época e que agora viraram fumaça. Passou-se muito tempo. Esqueceram-se os motivos. Ou a falta deles. Vovô Ricardo implicava com você até conhecer o noivo geólogo, que o conquistou com sua conversa mole sobre as pedras e as montanhas, os rios e os caminhos das Minas Gerais. O colégio de freiras, horas dançantes, viagem a Guarapari...

Aqui você vestida de noiva. Que noivinha graciosa!!!! Casou pela manhã, bem cedinho, na Igreja do Carmo. Eu estava elegantérrima com meu conjunto verde, de tergal, pantalona e túnica. Última moda... depois vieram os filhos, os afilhados... Os amigos, as cantorias, as festas... Alguns dos nossos partiram, mas nos deixaram seus ensinamentos e estão sempre nos amparando em nossas eternas saudades. Nossa amizade é a mesma. Mais madura, mais consciente, mais enraizada. Sabemos que vai ser asssim até o fim. E esse fim está muito distante. Porque agora que já vivemos bem esse primeiro terço da nossa vida, vamos programar e viver melhor ainda os dois terços que nos restam.

Aqui você vestida de noiva. Que noivinha graciosa!!!! Casou pela manhã, bem cedinho, na Igreja do Carmo. Eu estava elegantérrima com meu conjunto verde, de tergal, pantalona e túnica. Última moda... depois vieram os filhos, os afilhados... Os amigos, as cantorias, as festas... Alguns dos nossos partiram, mas nos deixaram seus ensinamentos e estão sempre nos amparando em nossas eternas saudades. Nossa amizade é a mesma. Mais madura, mais consciente, mais enraizada. Sabemos que vai ser asssim até o fim. E esse fim está muito distante. Porque agora que já vivemos bem esse primeiro terço da nossa vida, vamos programar e viver melhor ainda os dois terços que nos restam.
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